segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Desabafo

Uma feira serve para mostrar o que de melhor se produz em uma comunidade, mas muitas vezes também serve para expor o que de pior existe em algumas pessoas. No caso espícifico do trabalho da imprensa, podemos facilmente observar os profissionais que estão comprometidos com a informação e as vedetes que escondem-se atrás de um crachá ou de um pseudo-diploma. Se de um lado tem gente usando terno e sapato para pisar no barro, do outro tem gente escandalosa esperneando via meios digitais para buscar um pouco de repercussão. E a informação gente??? Eu cá da minha insignificância, do andar de baixo onde estão os não diplomados, prefiro silenciar e me virar. Aliás, bons tempos em que os repórteres eram quase anônimos, não atravessavam em frente as fotos de colegas, não copiavam textos, não burlavam fontes, nem atiravam "pedra" em colegas só porque estão em veículos concorrentes. Nessas horas dá pra entender porque o diploma caiu com tanta facilidade. Classe desunida, mais preocupada com os holofotes do que com o exercício da profissão. Deslumbramento. Uma pena que o bom trabalho de muita gente séria que passa pelo mesmo ambiente seja ofuscado por mesquinharias que podem até servir ao interesse do patronato, mas nunca vão garantir um vintém ao operariado.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Você é livre?

Manifesto pela liberdade em plenitude, liberdade sem vigias, liberdade sem grades nas janelas...

sábado, 24 de outubro de 2009

Você tem fome de que?

Dá uma conferida nesse pequeno vídeo-doc produzido por alunos secundaristas de Seberi para a Pré-Olimpíada de Filosofia. É bem interessante como a "fome" de cada um pode variar... alguns tem fome de expressão, de cultura, de oportunidades, de justiça ou de paz, já outros tem fome de felicidade, de cursar direito ou simplesmente de um "xis".

domingo, 4 de outubro de 2009

Gracias, Mercedes!

Existe a voz e existe a luz. O principio do som difere do principio da luminosidade. Um refere-se a propagação de ondas, o outro a emanação de energia. Som e luz unem-se de modo subjetivo quando voltamos nossa atenção ao campo das idéias, ou melhor, especificamente, a defesa de uma idéia.

A voz emana luz quando se manifesta em defesa de uma causa justa. O princípio físico fica em segundo plano, o relevante é o que se sente. Axiste a voz e existe a luz. Existem, porém vozes iluminadas.

Hoje cedo pensei que o dia amanheceria em silêncio e talvez nem o sol desse o ar da graça, pois perdemos uma das vozes mais iluminadas que já soou em nosso tempo. A cantora Mercedes Sosa deixou o campo terreno e a restrição física de seu corpo para arregimentar-se ao exército de guerrilheiros icônicos que pelo que fizeram em vida prolongam sua luta além do tempo e da morte.

Pensei que seria um dia silencioso e escuro. Errei.

Este dia amanheceu cheio de melodia, cheio de música, cheio de cores vivas e de muita, muita, muita luz.

Embora estejamos todos, apreciadores da arte e companheiros da luta, tristes e perplexos pela passagem de nossa Mãe, ascendemos a certeza de que sua voz seguiu ecoando em todos os cantos do mundo, em todos os nossos cantos além do canto do tempo.

Gracias, Mercedes!

domingo, 20 de setembro de 2009

Palavras gentis são sempre orações.

Boas palavra reproduzidas refletem bondades. Boas palavras escritas geram de sí o princípio do Bem.

Lembremos que Deus é o Verbo e antes de tudo o Verbo era a própria existência.

Cuidemos de nossas palavras, são elas o espelho de nossa alma, tanto refletindo no mundo o que pensamos e o que sentimos, quanto gerando no mundo o que sonhamos e o que esperamos.

Obrigado por suas palavras, elas são orações que me fazem muito bem!

Erros e erros

Sim, a imprensa erra.

Existem erros e erros. Os primeiros são acidentes ou incidentes. Acontecem simplesmente, algumas vezes por descuido, outras por omissão, outras ainda até por ingenuidade. Em qualquer do casos não deveriam ocorrer. Quando tratamos com a coisa pública (mesmo que neste caso a “coisa” pública seja a opinião) devemos redobrar o cuidado, jamais deixar de lado um detalhe que possa confirmar ou desqualificar uma informação e, principalmente, não nos portarmos com ingenuidade frente ao caso ou ao acaso. A imprensa também erra e isso acontece praticamente todos os dias. Uma informação equivocada acontece, uma grafia original que se publica alterada, uma opinião que se apresenta passível de múltiplas interpretações e, até, um nome que saia invertido com relação à informação enunciada. São muitas as variáveis de erro no primeiro caso. Mas é preciso diferir da segunda opção, quando o erro é consciente, quando a informação é omitida ou descaracterizada em função de um objetivo, um fim esperado. Se no primeiro caso é possível na maior parte das vezes apresentar um “desculpe-me”, embora este nem sempre possa corrigir o equívoco, no segundo caso o “desculpe-me” soa inapresentável e mesmo inaceitável. Por isso precisamos diferir erros de erros. Errar é humano e, sim, profissionais da imprensa ainda são seres humanos passíveis de erro. Porém planejar o erro, torna-lo consciente, esperar algum tipo de ação ou reação a partir dele, isso sim me soa como algo severamente inapropriado, condenável. A leitura por parte do público dos erros e erros, pode também diferir em diversos aspectos, vida o maior ou menor alcance da veiculação, vide a menor ou maior gravidade da conseqüência projetada. Lembremo-nos que o público não se compõem apenas de comunicólogos preparados academicamente para interpretar o real e o imaginário, ao contrário, a predominância está nos indivíduos que farão uma interpretação rápida, geralmente em primeira leitura (ou em primeira audiência) e partir daí formularão seus próprios juízos. Reforça-se uma vez aceita essa idéia, a responsabilidade do agente comunicativo antes de emanar sua mensagem. Antes porém de convidarmos à forca o agente que comete um equívoco, façamos ao menos a tentativa de uma leitura crítica desse ato, se ele representa erro ou erro.